Imprensa alternativa
Depois de participar de debates sobre a questão da mídia no Brasil e trocar idéias com jornalistas brasileiros, o jornalista uruguaio Mário Deugaudio escreveu matéria sobre a importância da imprensa alternativa para o processo democrático e apresentou algumas sugestões para efetivar a viabilização dessa idéia.
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Novos rumos para a imprensa alternativa
São Paulo. Dia 8 de março. Nas ruas do centro da cidade, militantes realizam uma marcha em comemoração ao dia internacional das mulheres. Sem o mesmo agito, no Maksoud Plaza, hotel de luxo a uma quadra da Avenida Paulista, jornalistas (com predomínio absoluto dos homens) da imprensa alternativa (ou de esquerda como muitos preferem) passam o dia conversando, sem uma pauta pré-definida, sobre a situação da comunicação no país e no mundo.
Depois de participar de debates sobre a questão da mídia no Brasil e trocar idéias com jornalistas brasileiros, o jornalista uruguaio Mário Deugaudio escreveu matéria sobre a importância da imprensa alternativa para o processo democrático e apresentou algumas sugestões para efetivar a viabilização dessa idéia. Um grupo de cidadãos brasileiros, jornalistas ou não, está colhendo assinaturas nos mais diversos pontos do Rio de Janeiro e do País, em defesa do fortalecimento e viabilização da imprensa alternativa à chamada Grande Imprensa. A matéria em questão foi encaminhada ao deputado Luis Eduardo Greenhalgh e o abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso.
A importância da imprensa alternativa
Se você diz que ainda há uma imprensa alternativa nos dias de hoje — já que o período “de ouro” deste tipo de imprensa foi durante a ditadura — então você está dizendo, no mínimo, que existe uma outra imprensa, aquela que não é alternativa. Ou seja, seria o mesmo que dizer que há uma imprensa padrão, a dita grande imprensa. E que nós, da imprensa alternativa, nos opomos parcialmente a elas.
Imprensa alternativa, procura-se
Todo debate sobre imprensa nasce viciado se não se estabelecer, de princípio, uma fronteira entre a imprensa formadora de opinião e a imprensa consolidadora de opinião. Há outros divisores, como os que definem públicos específicos, segmentos de mercado por faixa etária ou poder de compra, ou o alcance geográfico da mídia em questão. No entanto, o que determina a longevidade de uma marca de imprensa é a capacidade do veículo de formar opinião, ou seja, de enriquecer o debate com o qual se desenvolvem as idéias que fazem evoluir a sociedade.
Imprensa alternativa e bobos da corte
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