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Mensalão de Brasília

Posted by Tatyana Medeiros em 1 de dezembro de 2009

Por Tatyana Medeiros

Operação Caixa de Pandora

Na última sexta feira (27) A Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora, para investigar a suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do Governo do Distrito Federal. O secretário de Relações Institucionais do GDF e ex-delegado da Polícia Civil, Durval Barbosa, colaborou com a investigação. Ele apresentou mais de 30 vídeos, comprovando o recebimento do “pagamento de mesadas parlamentares da base aliada do governador”.  

A crise de corrupção do governo arruda atingiu basicamente todos os partidos, o partido menos atingido foi o PT, porque não fazia parte da base governista. As direções de vários partidos aliados, já estão pensando na retirada do apoio. Se isso acontecer o governador do DF, José Arruda, vai perder a maioria na câmara distrital, com isso vai ficar difícil tanto para permanecer no governo quanto para concorrer nas eleições do ano que vem.

 De acordo com o especialista em ciências políticas da UNB Ricardo Caudas, os dois partidos mais atingidos neste escândalo foram o PMDB, em particular o Felipeli que foi o grande avalista do governador Arruda, e o PPS com o envolvimento do Secretário Augusto Carvalho. 

Segundo ele, existe o risco de não haver o Impeachment, e o Distrito Federal se tornar ingovernável por falta de funcionamento adequado das instituições. 

Caso o governador Arruda saia do governo, o vice-governador Paulo Octávio assumiria o cargo, mas, Paulo Octávio está envolvido com a suposta corrupção, então, seguindo a linha de sucessão o  próximo a ocupar o cargo seria o presidente da câmara, Leonardo Prudente, entretanto, ele também está envolvido. Passasse então o governo do DF para as mãos do Presidente do Tribunal de Justiça… Ops! Ele também está sendo investigado. Que país é este?

Ontem o governo do Distrito Federal distribuiu uma nota sobre o escândalo, ele tentou justificar o destino do dinheiro mostrado nos vídeos divulgados pela imprensa. Leia a íntegra da nota abaixo:

 “Tendo em vista o que aconteceu nos últimos dias e depois de uma análise preliminar dos documentos disponíveis, julgo importante fazer as seguintes considerações: 

1 – Durante 8 anos o denunciante, Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo Roriz. 

2 – Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante, nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral. 

3 – Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática. Avisados de que ele respondia, como réu, a processos por condutas praticadas no governo anterior, não concordamos com sua permanência no mesmo posto, e o mantivemos no governo, em outro setor, meramente burocrático, já que não havia ainda nenhuma condenação. 

4 – Criamos uma Agência Técnica de Informática. Mais tarde, informados que na nova Agência de Informática ainda havia problemas, extinguimos a Agência, demitimos os servidores sob suspeita e descentralizamos todos os serviços. 

5 – O nosso governo reduziu os gastos de informática em mais de 50% em relação ao último ano do governo passado. Isto contrariou a muitos interesses políticos e empresariais que, agora fica claro, são ligados ao denunciante. 

6 – Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada. A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos “defeitos” ou “aquecimento” e “resfriamento” do aparelho de gravação, conforme consta dos autos, acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a “desconfiguração dos dados armazenados”. Os advogados estão estudando essa questão. O denunciante propunha, dias antes do encontro, a realização de pesquisas, conversas para acordos políticos e doações para campanha por empresários amigos dele. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano, e sugerimos apoio às campanhas de deputados da base de apoio ao governo, na forma da lei. 

7 – Quanto a outras imagens e/ou outros informes inseridos no inquérito relativos a doações que ele teria feito a outros políticos, é preciso que haja uma análise cuidadosa dos advogados para esclarecer melhor as datas e as responsabilidades. 

8 – Finalmente, os nossos advogados estão analisando detalhadamente os autos para, no momento próprio, apresentar nossas posições. Além das investigações internas que determinei, com o apoio da Controladoria, da Procuradoria e da Polícia Civil, vamos colaborar com tudo que for necessário para as investigações do Ministério Público Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 

9 – Confiamos na justiça e vamos continuar trabalhando no dia a dia do governo, agora livres dessa herança maldita do governo anterior.”

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2 Respostas to “Mensalão de Brasília”

  1. […] do secretário- geral da instituição, Cícero Rola. Toda a investigação teve início com a operação Caixa de Pandora, a qual denunciava atos de corrupção envolvendo o atual governador José Roberto Arruda (sem […]

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  2. […] Mensalão do DEM […]

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