Notícias de fato

Jornalismo feito por um time de primeira

Caminhos da reportagem

Posted by Da Redação em 10 de março de 2010

Por Graciliano Cândido

Diariamente na nossa rotina de trabalho passamos por diversos aprendizados, sofrimentos, dificuldades. Isso acontece em todas as profissões e no Jornalismo não é diferente. Em mais um dia de trabalho hoje, que poderia ser normal, tiveram surpresas. A princípio, estava pautado para fazer uma entrevista comum para ouvir um problema da cidade na própria redação. Porém, cheguei até o jornal, esperei e o morador não chegou. Diante disso, fui submetido a outra pauta para cobrir uma Jornalista que havia atrasado.

Bloquinho pronto, caneta na mão, vamos rumo ao Lixão da Cidade Estrutural. O Objetivo da visita de hoje (10/03) era para acompanhar um evento realizado pela 8º Delegacia de Polícia e a Feira dos Importados em homenagem as mulheres catadores de lixo. Depois de muitas entrevistas, ouvir os depoimentos emocionantes das mulheres, pisar na lama (risos), andar dentro de uma viatura de polícia como um simples passageiro, surge um fato inusitado no final da nossa jornada pelo local.

A equipe formada por quatro viaturas, dois carros de passeio e uma Kombi, na qual, levava sanduíches e refrigerantes para os trabalhadores deram mais uma parada para abordar algumas pessoas e distribuir os kits para as mulheres e o lanche para os demais. Nesse momento, uma mulher, chega até um dos delegados que fazia parte do grupo e conversa. Até então nada diferente, depois ele comenta com nossa equipe que a mulher, que devia ter cerca de 25 anos de idade, estava denunciando o companheiro por mals tratos.

Entra em cena a Lei Maria da Penha. A mulher aproveita a oportunidade da Polícia está próxima da sua casa e denúncia. Os policiais logo colocam a agredida e o agressor dentro de um dos carros para averiguar a situação.

Moral da história, nesse semana de Dia Internacional da Mulher, também faça valer o seu direito. Como diz o antigo ditado popular: “Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé”. Diante desse exemplo, reflita e vá em busca dos seus direitos estabelecidos na Constituição Federal e não apenas esperem que eles venham bater a sua porta.

Leia sobre a lei Maria da Penha

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3 Respostas to “Caminhos da reportagem”

  1. Samantha said

    Geralmente no dia da mulher lemos textos lindos, mostrando a beleza feminina, a sua delicadeza… Mais esse texto não! Diferente dos demais ele nos trouxe a realidade, uma realidade impactante, cruel, mais realidade. É triste saber que ainda existe a agreção contra a mulher independende de classe social, raça, credo… O bom é saber que existe mulheres que enfrentão o medo e saem atrás dos seus direitos.
    Parabéns Graciliano, o texto está ótimo!

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  2. Glaucia said

    BOm… é uma noticia em pleno dia Da Mulher, q assusta pelo fato da mais pura realidade que hoje em dia a Mulher passa por situações dificil,, que bom que ela teve uma atitude, geralmente muitas se calam.

    brincadeiras a parte, mas a policia devia sempre andar assim quem sabe as mulheres perdem o medo, e o melhor que vão ser presos em flagrante.

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  3. katiucia Aprigio said

    Paraben Graciliano,otima entrevista, pois é realmente um assunto muito complexisso, realmente hj em dia as mulheres tão se dãndo mais valor e vendo de verdade que nós mulheres temos que ter amor proprio.

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