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Manifestantes da UnB entram em conflito com a PM durante protesto no CCBB

Posted by Vinícius Ferreira em 25 de março de 2010

Manifestantes em confronto com PM e seguranças na sede provisória do Governo Federal - Roosewelt Pinheiro/ABr

Por Vinícius Ferreira

Estudantes e grevistas da Universidade de Brasília (UnB) entraram em conflito com a Polícia Militar (PM) e a segurança da presidência da República durante protesto em frente a sede provisória do  governo Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Os manifestantes queriam entrar para protocolar uma “carta aberta” ao Presidente, reclamando do corte da Unidade de Referência de Preços (URP), que representa 26,05% do salário dos professores e servidores da instituição. Lula  não estava em Brasília, cumpria agenda em São Paulo.

Enquanto membros do comando de greve,  negociavam a entrada dos manifestantes, a confusão começou. Os estudantes tentaram ultrapassar o cordão da segurança, mas recuaram com a ação da tropa de choque da PM, que usou cassetetes para conter o avanço da manifestação.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Cosmo Balbino, disse que a intenção do movimento era pacífica e que houve precipitação de alguns manifestantes. “Não era para isso acontecer, estávamos negociando a entrada pacífica de todos”.

Após a confusão, representantes do Sintfub, da Associação dos  Docentes da UnB (ADUnB) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE) entraram no CCBB, solicitaram uma audiência com o presidente e protocolaram a “carta aberta dos professores da UnB ao Presidente da República”, em que criticam o corte salarial determinado pelo governo, através do Ministério do Planejamento.

Segundo a ADUnB, um ofício do Ministério do Planejamento, entregue na noite de sexta-feira passada (19), prevê corte total na URP de professores e servidores contratados depois de outubro de 2008. Já para os que foram contratados anteriormente a isso, a URP  poderá cair de 26,05% para 13% do salário no caso dos docentes.

“Somos totalmente a favor da greve, essa luta é contra a desvalorização da educação pública, porque o corte do salário vai refletir diretamente na qualidade de nossa educação”, afirmou Raul Cardoso, coordenador geral do DCE.

A mobilização aconteceu ao som de apitos, fogos de artifício, gritos e faixas de protestos. Embora   os protestos estivessem exaltados, não houve outro confronto entre manifestantes, policiais e  seguranças.

Ao fim da manifestação, por volta das 14h, os manifestantes saíram aos poucos rumo a rodoviária de Brasília para terminar o ato com uma panfletagem. “Acreditamos que o ato de hoje foi positivo, na medida do possível, infelizmente houve violência, mas a ação mostra a força dos estudantes em busca de uma educação de qualidade”, ressaltou o coordenador do DCE.

Segundo o presidente do Sintifub, a greve deve continuar enquanto a situação não for resolvida em sua totalidade. Os professores estão de greve desde o dia 9 de março.

Leia mais:

Estudantes, professores e servidores da UnB fazem protesto em frente o Ministério do Planejamento

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