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A farra dos salários públicos

Posted by Vinícius Ferreira em 16 de abril de 2010

Por Vinícius Ferreira

No Distrito Federal (DF) quem não é funcionário público quer ser. Como não gosto de generalizações, digamos que “muitos” almejam esse posto. E não é para menos, o funcionalismo público, aqui, é sinônimo de estabilidade econômica. E isso é o problema.

Só neste início de mês, três categorias paralisaram suas atividades. Os funcionários do Ministério do Trabalho, servidores ambientais (Ministério do Meio Ambiente, Ibama, entre outros) e Polícia Federal. Esses servidores não ganham mau. Aliás, recebem mais do que pelo menos 60% da população brasileira (sem medo de errar). 

Então não há motivo  para reinvindicações? A principal reclamação é que existem órgãos do próprio executivo (Governo Federal) que recebem mais ainda, o que gera a desvalorização de algumas carreiras.

Acredito que o pensamento aqui não se trata de ganhar mau, mas sim de farra de dinheiro público com a supervalorização de algumas carreiras, como por exemplo, a Polícia Militar e Civil do DF, que são pagas com dinheiro da União.

Enquanto um policial, que nem nível superior tem, ganha seus R$4 mil por baixo (e civil ganha prá lá dos R$ 6 mil) um professor formado em Inglês, por exemplo,  recebe na faixa de 5000 reais quando é muito bom, outros menos valorizados recebem muito menos.

Quer dizer, o funcionário público que não trabalha com eficiência tem o mesmo número no contracheque  que o seu colega que faz tudo bem feito. Já na esfera privada, um profissional que não rende ao menos o esperado acaba sendo demitido e desvalorizado, tendo aquele campo de trabalho fechado por sua ineficiência. Isso gera uma busca constante por melhora e qualidade nos serviços prestados, o que não se pode afirmar de nossos órgãos públicos.

Deixo bem clara a minha opinião, não sou contra o funcionalismo público, apenas desprezo o “para sempre”, os cargos vitalícios, a supervalorização de muitas categorias públicas em detrimento dos que não são funcionários públicos; esses aspectos são de suma importância e ninguém se atenta a isso.

Defendo que cada um tem o direito de receber de acordo com o seu nível de conhecimento e complexidade/importância da função que exerce. A farra vista nos salários de servidores públicos representa uma afronta à democracia, afinal um contínuo (termo clássico para office boy) do Ministériodo Planejamento ganha pelo menos o dobro de um office boy de uma grande empresa privada (que paga mau e explora, mas esta seria uma outra ponta de discussão).

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