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Me sinto realizada como mãe, mesmo meu filho sendo portador da síndrome de Down, contou Lurdinha

Posted by Vinícius Ferreira em 10 de maio de 2010

Da Agência Brasil*

Lúcio Piantino fazendo "gracinha". Lurdinha disse que o jovem é muito feliz com a vida (Wilson Dias/ABr)

Lúcio nasceu com síndrome de Down, mas ao longo de seus 14 anos, sempre foi tratado da mesma forma que as outras crianças. Sua mãe, Lurdinha  Piantino Danezy, acredita que o desenvolvimento de uma pessoa portadora de necessidades especias está diretamente ligado ao comportamento da família, que segundo ela, precisa aceitar o diagnóstico e rejeitar o prognóstico.

“O médico me disse que o Lúcio iria demorar para fazer tudo. Andar, falar e etc, mas não aceitei isso e fui atrás de alternativas para o desenvolvimento dele. Desde pequeno o criei para ser independente. E acho que consegui”, afirmou.

Lurdinha olha para o passado e se sente realizada pelo desenvolvimento de seus filhos. Isso porque, além de Lúcio, ela é mãe de Pedro, 21 e Joana, 17, que segundo ela, participaram ativamente na educação do irmão. “Sou como toda mãe é. Sou carinhosa, exigente, participativa e amiga. Cobro bastante dos meus filhos, mas tenho um relacionamento de diálogo e confiança com eles”, contou Lurdinha.

Graças ao otimismo e ação de sua mãe, Lúcio, tem uma vida normal. Vai a escola sozinho, cozinha, arruma o quarto e faz bagunça como todo adolescente. O seu diferencial está em sua vocação artística. Atualmente, ele tem suas obras de arte expostas no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça. A exposição “O menino que virou arte” ganhou um concurso promovido pelo STF em que mais de 50 artistas participavam. As obras ficam expostas até o dia 26 de maio.

Em 2001 Lurdinha escreveu o livro a Cadê a Síndrome de Down que estava aqui? O gato comeu… , em parceria com a pesquisadora e professora da UnB Elizabeth Tunes, em que conta como descobriu na prática que seu filho, mesmo com deficiência, podia ser uma criança normal.

“Nunca fui uma mãe superprotetora, pelo contrário, criei todos os meus filhos para o mundo, para serem independentes. O Lúcio começou a andar com um ano e quatro meses, com quatro anos leu sua primeira palavra: pão; e hoje está no 7º ano (6ª série)”.

A Psicóloga da Superinfância, Penélope Xinenes, alerta os país, e principalmente as mães, de que a superproteção é prejudicial para o desenvolvimento de qualquer criança, deficiente ou não. “Dependendo da necessidade especial, a criança vai ter algumas limitações físicas, mas os pais nunca devem superprotege-los. Essa criança vai se desenvolver como as outras, por isso devem ser tratadas normalmente”, comentou a psicóloga.

A professora Elizabeth Tunes acredita que Lurdinha é um exemplo de pessoa. “Há muitas mães que assumem completamente a tarefa de criar o filho, vão a luta e correm atrás de informações. São pessoas que sabem que viver é assumir compromisso”, disse a professora, que faz questão de ressaltar que os pais também tem essa atitude.

“Tudo é investimento, não é de uma hora para a outra que se supera um prognóstico ruim, tem que ser a cada dia, com atitudes simples, como levar a criança ao parque, deixá-la livre para pensar e enfrentar os seus próprios desafios”, explicou Lurdinha.  

*com alterações (texto original)

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3 Respostas to “Me sinto realizada como mãe, mesmo meu filho sendo portador da síndrome de Down, contou Lurdinha”

  1. Fico extremamente feliz com as conquistas de Lúcio e o sucesso dos eu desenvolvimento. Sou Professor, especialista em Educação Especial e utilizei o livro escrito por Lurdinha e Elizabeth com meus alunos da graduação, desde que conheci a obra virei fã, e muitos dos meus alunos tb tanto de Lúcio quanto de sua mãe (Lurdinha). Espero que as conquistas de Lúcio e Lurdinha continuem sendo destacadas como exemplo de para outras famílias que ainda acreditam que um diagnóstico de Síndrome de Down na família é o fim do mundo. Parabéns a Lúcio e Lurdinha!

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  2. rosemeri arens lazzari said

    eu tenho um filho com sindrome ele é minha vida esta com 10 anos e tenho uma menina com 3 anos eles se adodam

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  3. alesandra dos santos de jesus said

    fico muito feliz com as conquistas de Lucio e sua mãe . TENHO um filho de 4 meses tb com SD e peço a d Deus q me capacite para cuidar dele assim como ele tem capacitado Lurdinha.

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