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Alunos do Bolsa Família permanecem mais na escola

Posted by Vinícius Ferreira em 12 de maio de 2010

Por Vinícius Ferreira*

Crianças e jovens de famílias que recebem o benefício do Bolsa Família têm taxas de abandono escolar menores do que as de alunos que não participam do programa. Essa foi a conclusão de um estudo do Ministério da Educação em que informações dos beneficiários foram cruzadas com dados do Censo Escolar de 2008.

Segundo o diretor da da Secretária de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, (Mec), Daniel Ximenes, a condição de ter os filhos na escola para receber o dinheiro do Bolsa Família é fundamental para a obtenção do resultado positivo no levantamento do ministério.

“O motivo da permanência na escola está relacionado a condicionalidade do bolsa família, para essas famílias, a transferência de renda do programa tem um impacto significativo na vida social e econômica. Certamente a perca do benefício é algo muito complicado para a sobrevivência socioeconômica dessas famílias”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Para o diretor, o bolsa família estimula a permanência das crianças na escola. “O fato do apoio pela transferência de rende para as famílias cria um efeito muito forte na permanência na escola. É fundamental corrigir as desigualdade de permanência na escola que existem em nosso país”, apontou.

O estudo divulgado pelo ministério no início de maio demonstra que a taxa média de abandono escolar para alunos do ensino fundamental em 2008 foi de 4,8%. Já entre os participantes do Bolsa Família, registrou-se nesse mesmo ano um índice de 3,6%. A diferença é maior em relação aos alunos do ensino médio. A evasão dos que recebem a bolsa foi de 7,2% e a dos outros alunos, segundo o censo escolar, foi de 14,3%.

O comparativo entre as taxas de aprovação aponta que os participantes do benefício que estão no ensino fundamental tem desempenho inferior. A taxa de aprovação é de 80,5%, inferior aos 82,3% verificado entre o total dos alunos. Daniel Ximenes considera esse resultado normal, pelo fato de que essas crianças vêm de contextos em que a educação é bastante debilitada.

“Nas regiões em que o bolsa família impacta mais, a aprovação foi maior, mas como são crianças que vem de famílias pobres, com pais analfabetos, que não tiveram escolarização, que vem de contextos socioeconômicos mais debilitados, de fato é previsível, não é anormal que no resultado geral nacional a aprovação fosse um pouco menor que a do censo”, observou. De acordo com o estudo, no norte e nordeste a aprovação dos beneficiários foi maior. No nordeste 78,9% contra 75,6% no censo. E no norte, foi de 79,3% contra 76,7% do censo.

Já em relação ao ensino médio, os estudantes que participam do programa se saem melhor: 81,1% são aprovados, contra uma taxa média de 72,6% para o restante dos alunos da etapa. Para Daniel, esses alunos têm aproveitado a oportunidade que o programa proporciona. “É um grupo que chegou no ensino médio, já está vivenciando a trajetória educacional, as possibilidades, é um grupo que segura mais as oportunidades”.

O diretor da Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade do Mec ressalta que somente 28% da população mais podre do país, na idade de 15 a 17 anos, consegue chegar no ensino médio e que o principal responsável por isso é o abandono escolar durante o ensino fundamental.

*matéria para a Agência Brasil

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