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Mercado aéreo do DF em plena expansão

Posted by Da Redação em 31 de maio de 2010

Por Graciliano Cândido

GloboCop: Helicóptero usado em coberturas Jornalísticas (Foto: Google Imagens)

São Paulo tem a segunda maior frota de helicópteros comerciais do mundo, perdendo apenas para Nova York, nos Estados Unidos. Esse número vem crescendo consideravelmente acompanhando a globalização e o ritmo acelerado das grandes empresas. De acordo com dados da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em 1996, o país tinha 547 helicópteros já até o final de 2009, esse número aumentou bastante e somaram 1255. Para atender toda essa oferta de aeronaves várias universidades estão disponibilizando cursos para a formação de pilotos. No Distrito Federal, duas faculdades oferecem o curso na área de aviação civil, a Unicesp, no Guará e a Famatec, no SIA.

Para o coordenador do Curso de Técnicas em Pilotagem Profissional de Aeronaves da Faculdade UniCesp, Comandante Adair Geraldo Ribeiro, o mercado de aviação civil no Distrito Federal está apenas dando os primeiros passos, e há muitos desafios para serem superados. Por falta de profissionais qualificados na região, alguns empresários não se arriscam muito em fazer grandes investimentos. Mas quem se forma na área, tem emprego garantido, principalmente em outras regiões, como São Paulo. A aviação civil, é o meio de transporte mais seguro do mundo. Em 2009, a ANAC registrou 105 acidentes, dentre estes apenas dois no DF, evolvendo aviões: um em agosto e outro em dezembro.

Ainda de acordo com Cmte Adair, o curso é dividido em três degraus (ou etapas). Para se obter uma licença de piloto privado de avião ou helicóptero, é necessário, além da teoria, 30 a 40 horas de vôo. Em Brasília, as aulas práticas acontecem no Aeroclube de Brasília, que na verdade fica em Luziânia, a 55km da capital. Esse treinamento pode ser feito no mesmo período em que o aluno está na faculdade. A parte teórica dura dois anos e meio.

Já para obter uma licença de piloto comercial, o aspirante ao posto precisa de 150 horas de voo. Nesse caso, o profissional já pode trabalhar em uma linha aérea com aeronave de menor porte.

“Até há pouco tempo, o pré-requisito para pilotagem desse tipo de aeronave era o ensino médio, mas com a criação dos cursos de graduação na área, as empresas praticamente excluíram a possibilidade de contratar piloto sem um curso completo numa faculdade”, comenta Adair.

Para quem deseja pilotar aeronaves de grande porte, são necessárias pelo menos 1.500 horas de voo, além de um curso específico para cada modelo de avião. No caso do curso de graduação, após a conclusão, é preciso realizar uma prova que é ministrada pela ANAC. Mesmo procedimento é realizado para cada etapa no caso da mudança de graduação no posto das aeronaves.

As horas de voo, ministradas pelos aeroclubes, são uma despesa à parte para os alunos, que têm que marcar horários e obedecer critérios e regulamentos específicos de cada aeroclube.

Mercado de Atuação

J. Helicóptero exercendo a profissão de fotógrafo aéreo (Foto: Edgar César)

Os pilotos podem atuar em diversas empresas privadas no Distrito Federal. Somente no Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek nove companhias operam no local. Além disso, órgãos públicos do DF como Corpo de Bombeiros, Departamento de Trânsito, Polícia Civil, Militar e Rodoviária Federal necessitam desses profissionais.

Atualmente, emissoras de televisão fazem coberturas ao vivo de diversos pontos da cidade, informações sobre o trânsito e outras prestações de serviço. A Rede Record de Televisão foi pioneira em Brasília desde março de 2009 adquiriu um helicóptero que trouxe mais agilidade nas coberturas da emissora.

O ramo de fotografia aérea vem ganhando mais espaço, diversas empresas necessitam desse trabalho, seja para a imprensa (jornal, revista) ou até mesmo para empresas da construção civil. O brasiliense Josemar Alves, 35 é fotógrafo e em razão da sua paixão pelas alturas rendeu o pseudônimo de J.Helicóptero. Entre muitas difíceis decisões, uma foi a mais decisiva, pois em 2008 J.Helicóptero deixou seus quase 20 anos de empresa para dedicar-se as alturas e seu outro apego a fotografia. “A publicidade aérea me realiza também, mas a cada dia que passa, vejo que estou mais próximo de realizar meu grande sonho de ser piloto, embora as condições ainda não estejam favoráveis, mas creio que esse dia chegará, afinal, viver bem é cultivar o que se gosta”, diz J.Helicóptero. O fotógrafo é bastante conhecido na cidade, quando vai voar, não se esquece de levar todos os equipamentos de fotografia, com câmera e lentes na mão é hora de registrar belas imagens das alturas.

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