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Câncer: a doença silenciosa

Posted by Da Redação em 23 de agosto de 2010

Por Graciliano Cândido

Zélia (E), ao lado da família que deu todo o apoio na luta contra o câncer (Foto: Graciliano Cândido)

O câncer é uma das doenças que mais causa morte no Distrito Federal, seguido por doenças cardiovasculares, neurológicas e do aparelho digestivo, segundo informações da Secretaria de Saúde do DF. No primeiro semestre deste ano foram realizadas mais de 14 mil consultas ginecológicas em mastologia em toda a rede pública do DF.

O câncer, nada mais é do que uma formação de células anormais. O gerente de câncer da Secretaria de Saúde, Arturo Santana Otaño, explica que a doença surge nas pessoas de maneira silenciosa. “Uma célula anormal, que passa despercebido pelo organismo, passa a crescer e começa a multiplicar de maneira anormal, então é um câncer”, afirma Arturo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 540 brasilienses sofreram com o câncer de próstata no ano passado. A doença, que caracteriza pelo aumento da próstata atinge principalmente os homens a partir dos 60 anos de idade. Na fase inicial, a doença não traz sintomas, mas raramente, a pessoa pode sentir dor ao urinar. “Acima dos 60 anos o homem tem dificuldade em urinar, o jato urinário é mais curto e mais fino”, observa Arturo Santana. Há casos, onde os homens sentem vontade de ir diversas vezes  banheiro no período da noite. O médico, aconselha para que os homens com idade igual ou superior a 60 anos que procure um urologista para que seja realizado exames preventivos.

Já o câncer de mama, teve mais vítimas no DF. Foram 600 mulheres. O autoexame (método onde as mulheres apalpam os seios em busca de nódulos) é indicado pelos médicos frequentemente. É prudente que a mulher procure um ginecologista quando encontrar algum nódulo”, recomenda Otaño. O Ministério da Saúde aconselha fazer a mamografia anualmente a partir dos 50 anos, mas a Sociedade Brasileira de Mastologia sugere o acompanhamento a partir dos 40, pois pode surgir lesões muito precoces. “O câncer de mama inicia nos seios e pode atingir outros órgãos próximos como: o pulmão, fígado, esôfago”, alerta o médico.

Tratamento

O médico diz que o câncer tem cura, desde que seja tratado na fase inicial. “Tem que ser feito a detecção precoce para evitar fatores de risco”, avalia Arturo. O médico recomenda  que as pessoas devem procurar fazer exercícios físicos, a mulher, procurar ter filhos (dois ou três), pois a amamentação ajuda a prevenir o câncer de mama. As mulheres que estão em menopausa e utilizam reposição hormonal não é interessante. De acordo com o médico Arturo Otaño, a reposição hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama. “A mulher deve ta sempre, a partir dos 40 anos apalpar as mamas, os mamilos e observar se sai algum tipo de secreção, em caso de algo estranho, procurar um mastologista”, recomenda Otaño.

Veja reportagem sobre a graviola no tratamento do câncer

Veja os tipos de câncer mais incidentes na população do DF:

Homens

Tipo Casos
Próstata 540
Traquéia, Brônquio e pulmão 180
Estômago 140
Cólon e Reto 150
Cavidade Oral 110
Esôfago 70
Leucemias 60
Pele Melanoma 30
Outras localizações 910
Pele não melanoma 480

Fonte: Instituto Nacional do Câncer – Dados referente ao ano de 2008

Mulheres

Tipo Casos
Mama feminina 660
Colo do útero 220
Cólon e reto 210
Traquéia, Brônquio e pulmão 90
Estômago 90
Leucemias 60
Cavidade oral 40
Pele Melanoma 30
Esôfago 20
Outras localizações 1.080
Pele não melanoma 450

Fonte: Instituto Nacional do Câncer – Dados referente ao ano de 2008

Luta contra o câncer

A aposentada Zélia Alves Tomaz, 55, moradora de Vicente Pires conquistou a luta contra o câncer. Em entrevista exclusiva para a Revista PONTO DF ela fala os detalhes desde quando surgiu um caroço em seu seio. No início de 2007, a aposentada como de costume, realizava o autoexame e sentiu um caroço no seio. Preocupada, Zélia, procurou logo a sua médica. Foi feita uma mamografia e o foi informado que estava tudo normal e não era motivo para preocupar com o caroço, pois não era maligno. Foi recomendado uma vitamina para tentar diminuir o caroço.

Depois de seis meses, sentindo dores no braço, a moradora de Vicente Pires, resolveu procurar outro médico. Logo na primeira consulta foram feitos alguns procedimentos para identificar a origem do caroço. A partir daí foi feita uma biópsia e uma série de exames. “Fui ate o Hospital de Base, onde foi tudo muito rápido, fui logo atendida e a médica disse que era necessário tirar um pedaço do tumor para saber a causa”, afirma Zélia.

A filha, Ana Paula Tomaz Valentim, 22, foi sozinha até o laboratório buscar o resultado dos exames. Ana Paula, não conseguiu esperar chegar até em casa. Abriu logo os exames e o resultado indicava a necessidade de fazer cirurgia para retirada da mama. “Cheguei em casa com o rosto inchado e ela desconfiou”, afirma a filha. Ana Paula diz que foi muito complicado na época aceitar o que a mãe estava passando. “Pra mim, ela não voltava mais do hospital. “Eu ficava em casa, mas o pensamento estava nela”, diz Ana.

Zélia, lembra muito bem o dia 06 de outubro de 2008, data da cirurgia realizada no Hospital de Base do Distrito Federal. Agora, toda a família tem um sorriso de um canto ao outro do rosto. “Eu sinto que estou curada, Deus me curou”, fala Zélia emocionada. Ela diz que o apoio da família foi fundamental. “Eles me deram muita força durante todo o tratamento”, lembra Zélia. O próximo passo é fazer a cirurgia reparadora no seio. A aposentada acredita que até o início do próximo ano possa ter o seio de volta.

Hospitais de referência

Além do Hospital de Base, o Universitário e os regionais da Asa Norte, Samambaia, Gama, e Taguatinga realizam tratamento contra o câncer. O HBDF é considerado Centro de Alta Complexidade em Oncologia, onde tem o serviço de cirurgias ginecológicas, quimioterapia, radioterapia.

O gerente de câncer da Secretaria de Saúde, Arturo Santana Otaño, garantiu que até o início de 2010, o Hospital de Base receberá um equipamento de bragterapia para auxiliar no tratamento do câncer.  O médico, explica que é um tipo de radioterapia, onde o paciente fica internado durante três dias com o material radioativo dentro do corpo. “O material radioativo fica dentro do tumor”, completa.

Somente o HUB, Hospital Universitário de Brasília, disponibiliza tratamento com esse tipo de equipamento.

2 Respostas to “Câncer: a doença silenciosa”

  1. Paloma said

    Muito bom o texto.
    Alerta de uma forma direta a importancia do auto exame.
    E parabens a Dona Zelia pela força.

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  2. Amanda said

    Achei muito boa a matéria sobre Câncer sabe pq Muitas vezes sofremos com as escolhas que fazemos ao longo de nossa vida e as vezes procuramos culpados, quando muitas vezes somos os verdadeiros culpados pq nao corremos atras de cuidar da nossa saúde…

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