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Bancas de jornal sofrem com a queda nas vendas

Posted by Da Redação em 10 de setembro de 2010

Por Graciliano Cândido

Banca Santa Bárbara no Guará (Clayton Wilson e Alisson Sousa de vermelho, Malvino e Paula) Foto: Graciliano Cândido

Foi-se o tempo em que as pessoas saíam cedo de suas casas até a banca de jornal mais próxima para comprar o jornal do dia e ficar bem informado dos acontecimentos, notícias do esporte, ler o horóscopo, saber o resumo das novelas ou buscar algo interessante nos classificados. Com a popularidade da internet, o número de vendas de jornais caiu consideravelmente impulsionado pela leitura dos periódicos em versão online.

A famosa prática de ler o jornal tomando café, em muitas vezes foi substituída pelo novo companheiro, o computador. Outro fator do recuo nas vendas também é a facilidade para as assinaturas de jornais que trazem muitas vantagens para o consumidor: facilidade no pagamento, promoções, além de ganhar brindes ao fazer a assinatura. As bancas de jornais e revistas no Guará e em diversas cidades já sentiram esse impacto da queda nas vendas. Percorrendo algumas bancas pela cidade e conversando com comerciantes foi possível comprovar essa realidade.

De acordo com dados da Associação Nacional de Jornais (ANJ) o número de exemplares comercializados está equilibrado. Houve um crescimento na venda dos jornais conhecidos como populares e uma estabilização nos jornais mais tradicionais. Somente entre 2009 houve uma pequena desaceleração de cerca de 3,5% decorrente da crise financeira.

Atualmente o Guará possui aproximadamente 30 estabelecimentos desse ramo, algumas foram fechadas nos últimos anos pela desaceleração do lucro. Uma das bancas de jornais mais tradicionais do Guará, a Santa Bárbara, localizada na QE 07 do Guará I sente bastante a queda nas vendas, impulsionado tanto pela popularidade da internet como a venda em outros estabelecimentos, como padarias, supermercados, farmácias. Sob nova direção há cerca de cinco anos, o local reconhece que a venda de jornais e revistas caiu consideravelmente. Para o proprietário do local, Fernando Costa Lopes, a venda de jornais não consegue cobrir todos os custos do empreendimento. “Há cinco anos, vendíamos cerca de 300 exemplares por dia do jornal mais conhecido da cidade, atualmente, não passa de cem”, disse o dono do espaço.

Além de vender jornais locais que é normal, o comércio busca vender jornais de circulação nacional o que não é comum. “Tem uns clientes de fora que vem de férias para a cidade, por isso é interessante ter o jornal de fora”, disse. Segundo ele, as edições nacionais são mais vantajosas, pois trazem mais lucro para o estabelecimento.

Para Jaime Lima de uma banca localizada na QI 23 do Guará II a situação é a mesma. O comerciante diz que a internet é o seu principal concorrente. “A pessoa vai na internet e acessa o jornal, então isso dificultou muito”, disse. 

Alternativas

As bancas estão cada vez mais inovando para continuarem forte no mercado. Para Jaime Lima, a saída é ter o diferencial. Ele disse que está investindo no público da terceira idade. Muitas vezes ele manda entregar o jornal diariamente na casa do cliente. “Estou colocando um café dentro da banca para atrair mais clientes”, informou Lima. O tratamento dos leitores segundo ele, é fundamental. “O cliente que você trata bem, ele se torna cativo. Ele fala para a família dele e se torna mais cinco possíveis clientes, pois a família toda compra”, comenta o marketing comercial feito com os consumidores.

Além de investir no público fiel, Jaime tem funcionários que vendem o jornal pela manhã nas estações do Metrô da cidade e em algumas escolas. “Alguma coisa tem que ser feita senão não dá para sobreviver. A taxa do GDF é cara, custa R$ 360, além de água, luz, telefone, imposto, contador”, comentou o comerciante que precisa sempre inovar para ter lucro.

Já para Fernando Costa Lopes preferiu investir em produtos de bomboniere, picolés e sorvetes, refrigerantes, além de recarga para celular. Ele disse que como não há possibilidade de aumentar a área do estabelecimento, o jeito é aproveitar melhor o espaço e oferecer produtos diversos para a clientela. “Esses produtos dá para ganhar mais do que o jornal, pois vende melhor”, observa.

Uma resposta to “Bancas de jornal sofrem com a queda nas vendas”

  1. A coisa está tão ruim assim, Abril?…

    Tudo bem que as principais revistas e jornais do país estão passando por uma queda nas vendas, mas será que a coisa está tão ruim assim? Será que no caso da Abril a coisa está…

    Curtir

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