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Hospital do Guará na UTI

Posted by Da Redação em 1 de outubro de 2010

Por Graciliano Cândido

Emergência é superlotada diariamente (Foto: Graciliano Cândido)

Enquanto os candidatos ao Buriti exaltam suas promessas, principalmente na área que a cidade mais sofre a saúde. Os usuários do Hospital Regional do Guará sentem o sofrimento de precisar do sistema público de saúde que está no caos. São hospitais sem remédios, sem profissionais, faltam macas, sem falar nas super lotações que geram filas enormes e as pessoas passam o dia inteiro aguardando para receber um atendimento.

Apesar de um quadro exposto na sala da direção do hospital dar “boas vindas” aos pacientes, não é bem isso que as pessoas encontrar ao procurar o HRGu. Quem chega à emergência sofre muito com a deficiência. São horas intermináveis de espera para receber um atendimento seja qual for. O técnico em enfermagem Cleber Nunes, 23, procurou o local e sentiu na pele a falta de organização. “Fui mal atendido. Eles são desorganizados tanto na parte burocrática, como na técnica”, disse. Ele conta que não conseguiu trabalhar por causa de febre e tosse, mas para ser atendido teve que aguardar aproximadamente sete horas. “Eles te deixam em uma situação que precisa procurar outra unidade de saúde particular para receber o cuidado devido”, reclama o usuário.

De acordo com a diretora do Hospital do Guará, Maria Jocilda Guimarães, a demanda de clínica médica continua bem maior do que a oferta de profissionais dessa área. “Neste último ano, foi implantado o acolhimento do pronto-socorro, cuja finalidade é priorizar os pacientes graves que antes aguardavam por ordem de chegada”, destacou.

Mas, para a dona de casa Aluisa Lopes da Silva, 53, as prioridades clínicas não estão sendo atendidas. Ela conta que chegou com dores intensas na coluna, teve que esperar cerca de três horas sem qualquer triagem e quando foi atendida, precisou ser encaminhada para outra unidade. “Eles fizeram uma simples avaliação, como não há ortopedista no pronto-socorro me transferiram para o Hospital de Base”, explica a paciente.

A diretora do HRGu reconhece a superlotação no local. Ela explica que atualmente o pronto-socorro atende cerca de 30% acima da capacidade. Para se ter uma ideia, segundo dados da Secretaria de Saúde, somente no ano passado, o Hospital realizou 56.329 consultas na clínica médica e até o momento não há previsão para contratação de médicos. “As contratações de médicos são feitas através de concurso público realizado pela Secretaria de Saúde. A direção já solicitou lotação de profissionais de várias categorias e aguarda contratação”, ressaltou.

Quanto as especialidades que não são oferecidas no Hospital Regional do Guará, como ortopedista, cardiologista, consultório, centro cirúrgico. “O Hospital Regional do Guará não tem estrutura/ espaço físico para consultório de ortopedia, sala de gesso e centro cirúrgico”, informou Jocilda.

A promessa antiga (há cerca de dois anos), de governos passados que projetava uma mega reformulação no Hospital não saiu do papel. Enquanto isso, os usuários do Guará, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante, além de outras cidades vizinhas sofrem com a deficiência do “grande posto de saúde”, como muitos o titulam, pois a estrutura atual não corresponde a um hospital de verdade.

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