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Pirenópolis: cidade que guarda as origens do estado de Goiás

Posted by Da Redação em 22 de novembro de 2010

Por Graciliano Cândido

São quase três séculos de histórias guardadas nas mais diferentes formas. São desde livros, documentos, monumentos e até mesmo riquezas naturais que o homem ainda não descobriu. Os principais atrativos são as edificações históricas de arquitetura colonial, os parques, as inúmeras cachoeiras que chamam bastante atenção dos visitantes, além das festas populares tradicionais que movimentam o turismo local. Essas terras que já transbordaram em ouro, abrigam atualmente imponentes casarios coloniais, admirados por cada visitante dos mais variados estados do país.

A cidade goiana é um dos principais centros turísticos e ecológicos. Fundada em 1.727 pelos bandeirantes, está entre Brasília e Goiânia. Está a cerca de 150 Km da capital do país e a 125 Km de Goiânia. Essa proximidade, leva várias pessoas a conhecer as belezas naturais da região.

A origem do nome da cidade veio a partir da sua localização, por estar fincada aos pés dos Montes Pirineus. Esta cordilheira abriga o Parque Estadual da Serra dos Pirineus que possui três picos, Pai, Filho e Espírito Santo. Do alto do Mirante do Ventilador, é possível ter uma visão panorâmica de toda a cidade de Pirenópolis.

As igrejas são os monumentos mais visitados pelos turistas. A Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, na Praça Matriz, é o maior e mais antigo monumento histórico de todo o Estado de Goiás. Fundada em 1732, foi construída em estilo colonial barroco e mantém cinco altares ornamentados em talha e laminados com ouro. Há oito anos, foi parcialmente destruída por um incêndio. Depois de alguns anos, com o apoio de entidades civis e governamentais a igreja foi restaurada.

O Santuário Nossa Senhora do Carmo, que hospeda o Museu de Artes Sacra, tem em seu acervo peças da antiga Igreja Rosário dos Pretos, demolida na década de 40. Na Igreja Nossa Senhora do Bonfim, erguida em 1750, encontra-se uma impressionante imagem de Cristo crucificado em tamanho natural e a reprodução de Jerusalém ao fundo.

Belezas das águas

Fora do centro da cidade, encontra-se as maravilhosas cachoeiras. São mais de 40 em toda a região geográfica de Pirenópolis. Cada uma delas tem um atrativo especial. A mais famosa é a cachoeira de São Lázaro, com queda d’água de 18 m de profundidade. Bastante próximo, a cachoeira de Santa Maria, conhecida como a cachoeira do inferno, seduzem centenas de turistas semanalmente. Ambas ficam dentro da Reserva Ecológica Vargem Grande.

Foto: Google Imagens

“As belezas naturais e o Patrimônio Histórico estão presentes como atrativo turístico e formam o alicerce da memória cultural da sociedade. As cidades históricas fazem parte deste contexto, pois contribuem para a valorização e revitalização desse patrimônio, através do revigoramento das tradições e ainda da redescoberta de bens culturais materiais e imateriais”, destaca Silvana Ramos, proprietária da Pousada dos Pirineus.

As próprias cachoeiras com suas belezas sedutoras encantam turistas que procuram o local para a prática de aventura nas águas. Inúmeros visitantes procuram a Cachoeira do Abade para fazer rapel nos 22 metros de descida com banho com água gelada. A cachoeira é cercada por uma bela mata e possui poço grande e praia. Por medidas de segurança, para fazer a atividade, o praticante precisa pesar no máximo 100 kg

Turismo Aventura

Além da gastronomia e o valoroso patrimônio histórico da região, um dos grandes atrativos da cidade goiana é o turismo aventura que leva milhares de pessoas ao local anualmente. As opções são variadas e impressionam todos os públicos, são caminhadas, montanhismo, rapel, tirolesa, arvorismo ou arborismo, ciclismo rural e bóia cross, além de cavalgada e rafting.

Caminhadas e montanhismo

Caminhar pelos campos e cerrados das serras de Pirenópolis é uma paixão dos pirenopolinos. A cidade oferece trilhas de todos os níveis, de 1 a 5 dias, com pernoite selvagem ou pernoites em pousadas rurais e hotel fazenda.

Cercada de serras e morros, Pirenópolis se destaca geograficamente por possuir trilhas de exuberante variedade fitofissionômica e grande beleza cênica, com diversos mirantes e muitas cachoeiras.  As trilhas mais procuradas são a Trilha dos Bandeirantes, a Trilha do Arena, o Parque dos Pirineus, a Cachoeira dos Dragões e a Cidade de Pedra.

Tirolesa

Atividade do Turismo de Aventura onde o praticante transpõe uma distância suspenso em um cabo de aço. A atividade não requer muito preparo físico, podendo ser praticado por crianças, jovens e adultos. A única limitação é o peso, que não pode ser baixo e nem alto, pois as pessoas muito leves não atingem velocidade suficiente para o término do percurso e pessoas muito pesadas atingem velocidades acima do limite recomendado.

Na Fazenda Hotel Tabapuã dos Pireneus, existe uma tirolesa  com 567 metros de extensão que faz parte de um passeio onde o praticante faz uma trilha no meio da mata de 1500 metros, subindo uma colina e passando por três cachoeiras. E para voltar, desce voando pela tirolesa. Este passeio é conhecido como Vôo dos Pireneus.

Arvorismo ou Arborismo

Atividade de aventura onde o praticante sobe em plataformas instaladas no alto de grossas árvores e transpõe por trilhas suspensas por cabos de aços, cordas e paus para outra plataforma em outra árvore.

A prática além de ser utilizada para lazer e recreação também é usada por biólogos e pesquisadores para observação de fauna e flora dos extratos vegetais mais altos da floresta.

Ciclismo rural

Conhecida também como ciclismo de montanha ou mountain-bike, é uma atividade feita com bicicletas apropriadas para andar em estradas de chão e trilhas.

Na cidade, a prática é bastante difundida por ser a região repleta de serras, campos e cerrados. As trilhas passam por cachoeiras e mirantes, subindo e descendo serras muitas vezes bastante acidentadas, o que torna a região muito atraente para os amantes do esporte na sua forma mais radical.

Bóia-cross

A descida de bóia no Rio das Almas é uma aventura e verdadeiro deleite. O bóia-cross é uma prática que não precisa de habilidades especiais, apenas coragem e saber nadar. È uma boa sugestão para este final de ano, pois o esporte é feito no Rio das Almas durante as cheias de dezembro a março.

As festas populares chamam bastante atenção dos turistas (Foto: Google Imagens)

Cavalgada

A cavalgada é uma prática bastante usada em Pirenópolis por se tratar de uma região rural onde o cavalo é o meio de transporte mais usado. A vantagem do uso de cavalos no turismo é poder alcançar locais onde os carros não chegam e a pé torna-se distante. Temos por aqui trilhas de diversos níveis, em matas, campos e cerrados. Curtas ou longas.

Festas populares

A cidade é conhecida internacionalmente por suas manifestações folclóricas, a festa do Divino Espírito Santo e as Cavalhadas são as mais marcantes. A “festa do Divino” como é chamada, foi trazida ao Brasil por portugueses que atravessaram mares, serras e campos e desembocou justamente no interior de Goiás. Compõe-se de uma comissão religiosa que, em procissão, percorre diversas casas (Folia Urbana) ou fazendas (Folia Rural) carregando consigo as Bandeiras do Divino, oferecendo as bençãos de Divino, e convocando o povo para a festa.

Neste ano, a “Festa do Divino” foi contemplada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), com o título “Patrimônio Histórico Oral Imaterial Nacional”. No Brasil, somente “O Círio de Nazaré”, em Belém (PA) e a “Festa do Divino”, em Pirenópolis (GO) receberam essa classificação.

As Cavalhadas também compõem parte da “Festa do Divino”.Retrata a encenação das batalhas medievais entre cristãos e mouros, buscando a conversão para a fé católica. A cidade, ainda mantêm forte essa tradição, um dos pontos motivadores para manter viva essa cultura é a beleza do espetáculo e o prazer pela montaria.

Gastronomia

A variedade da culinária é um dos atrativos (Foto portal Arroz com pequi.com)

A mesa dos goianos é bastante farta, quando se diz respeito a variedade gastronômica que o estado tem a oferecer. Vai muito além do tão conhecido arroz com pequi. São produtos que tem como base a carne bovina, suína e galinha, além dos produzidos a partir do leite, os deliciosos queijos, requeijões, sem falar nos bolos de fubá, milho, pães, biscoitos, roscas e as brevidades.

A Fazenda Babilônia localizada na GO 431 – Km 3 em Pirenópolis, cidade goiana a 225 km de Brasília, é um dos pontos mais tradicionais que preserva a cultura goiana e gastronômica. Com uma arquitetura típica do século XVIII e tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) se destacam o casarão, a senzala, e a pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição.

Pirenópoles tem um grande potencial turístico ainda pouco explorado pela população. Ações como parcerias entre faculdades particulares e a prefeitura tentam mudar esse quadro. Pensando nisso a fazenda Babilônia tem seu enfoque no valor histórico. Com mais de 200 anos e tendo boa parte do seu patrimônio preservado, a fazenda dá ênfase a comidas típicas da região.

O espaço oferece para os visitantes um café colonial com mais de 40 itens. O cardápio oferece queijos, paçoca de carne seca, pamonha e vários tipos de pães caseiros. Segundo a proprietária da fazenda dona Telma Lopes Machado, o fluxo de turistas é grande. “Recebemos muitas escolas de Brasília e Goiás e os meses de maior movimento são setembro e outubro, onde chegam de 30 a 40 ônibus por mês”, conta empolgada.

Outro diferencial é o Museu com muitos trajes típicos e objetos antigos. Para Telma o passeio é uma volta ao passado. “Fazemos um turismo pedagógico que além de alimentar, instrui”, diz. Nos fins de semana recebem turistas avulsos e grupos pequenos.

A Pousada dos Pirineus é uma atração à parte. Para curtir a natureza, basta estar na pousada: trilha, recantos, nascentes, árvores catalogadas e represa para banho estão na charmosa “trilha do segredo”.

Nos jardins e gramados, que cercam a pousada, há coqueiros, árvores do cerrado e gazebos, que dão um toque de charme aos ambientes. Um deles abriga uma confortável piscina redonda com hidromassagem.

Destaque especial para o espaço da sauna com deck molhado, totalmente integrada ao bucólico cenário da vegetação nativa. O espaço é um convite ao descanso ou a uma boa prosa com os amigos.

Na parte social o restaurante é a grande atração, com uma bela varanda que permite a entrada da luz natural. A vista para a mata e o heliponto, com cidade ao fundo, é exclusiva e propicia um ambiente agradavelmente acolhedor.

O restaurante possui saborosos e seletos pratos, cuidadosamente elaborados, para degustação dos hóspedes Os frescos ingredientes utilizados nas saladas provêm, em sua maioria, da horta orgânica. O café da manhã é uma capitulo a parte. Tudo fresquinho, delicioso e farto, preparado na própria pousada.

Veja mais imagens da cidade de Pirenópolis

 

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2 Respostas to “Pirenópolis: cidade que guarda as origens do estado de Goiás”

  1. […] Pirenópolis: cidade que guarda as origens do Estado de Goiás […]

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  2. Estava lendo teu post e me deparei com a parte dos cabos, mesmo o assunto não sendo totalmente este. Vale a pena ler. Abraços! Wilson

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