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Jornalismo feito por um time de primeira

A educação vem de casa, mas o Estado tem um papel importante nesse processo.

Posted by Tatyana Medeiros em 2 de fevereiro de 2011

Google Imagens

Por: Tatyana Medeiros

Tarde de sábado, dia ensolarado, crianças e jovens nas ruas correndo e brincando… Tinha tudo para ser um dia tranquilo, até perceber que a principal diversão daquela tarde era arrombar e assaltar carros.

No final da semana passada fui a Ceilândia visitar um sobrinho, ao passar entre as ruas notei varias crianças correndo, pareciam brincar, até que percebi um menor com mais ou menos 13 anos, se aproximar de um veículo estacionado ao lado de uma calçada. Ele olhava para dentro do carro enquanto seus colegas o aguardavam na esquina da rua. Pensei logo! Não acredito que esse menino vai arrombar este carro, mal terminei de pensar e ele saiu correndo com o som na mão.

Logo no início, senti uma raiva misturada com revolta incontrolável, afinal como podemos ser tão impotentes, está tudo acontecendo na nossa frente e não podemos fazer nada! Olhei para os dois lados da rua e vendo aquele cenário precário comecei a indagar, porque esse adolescente fez isso? De quem é a culpa? O que podemos fazer?

Notamos que o crime praticado por jovens e adolescentes vem crescendo a cada dia, e o meio mais utilizado para combater essas más ações vem através da repressão, pouco se há um trabalho de prevenção. Esperamos as políticas sociais e públicas apresentarem soluções, mas o que vemos é apenas o grito no programa da Rede Record Balanço Geral… Cadê a policia?! 

Onde foi parar o dever do Estado em educar, em dar uma vida digna a população?

É preciso que haja planejamentos e ações imediatas de reestruturação da juventude, o adolescente de hoje é o adulto de amanhã… Então, vamos fazer mais projetos sociais ou multiplicar as cadeias?

É bom que fique claro que não estou aqui defendendo o menor infrator e sim como cidadã cobrando do Estado um direito de cada cidadão que precisa ter atenção, programas voltados à juventude, principalmente com a interação por meio do esporte.

A gente vê que projetos importantíssimos e que trazem grande resultado, como o Esporte a meia-noite, Picasso não Pichava, não recebe a atenção devida do governo. Voluntários ficam mais de dois meses sem receber salário por causa da burocracia da liberação de verba, mas mesmo assim, eles persistem e não param de ministrar as aulas de grafite, entre outras oficinas, pois sabem que o retorno para o jovem vai muito além do que sua obrigação de ir diariamente ao encontro desses menores. Tem o papel de educar e transformar os jovens de várias regiões carentes do Distrito Federal em verdadeiros cidadãos.

Uma resposta to “A educação vem de casa, mas o Estado tem um papel importante nesse processo.”

  1. Andre said

    Tome cuidado ao dizer “Onde foi parar o dever do Estado em educar, em dar uma vida digna a população?”, algumas coisa somos nós quem precisamos fazer. Se o Estado fosse menos brando a sociedade seria obrigada a fazer a sua parte. A Escola poderia fazer aquilo que é o seu princípio, ensinar a EDUCAÇÃO CIENTÍFICA, CULTURA e COBRAR a educação moral. Assim, se você não aprende em casa a sociedade ensina “na marra”.

    Curtir

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