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Por um Brasil melhor

Posted by Vinícius Ferreira em 26 de março de 2010

Seguranças e tropa de choque no protesto de estudantes ontem (25) - Roosewelt Pinheiro/ABr

Por Vinícius Ferreira

O que deu nessa garotada de Brasília? O desejo de mudar as coisas e não aceitar as injustiças sociais parecem fluir pelas veias dessa juventude. Não que esse movimento seja perfeitamente e ideologicamente correto, mas representa a insatisfação e a luta por um Brasil melhor.

Muitas vezes acusados de mauricinhos e playboys, os estudantes da UnB  ao menos  mostraram uma reação  em meio a pacividade  normativa  da sociedade em geral.  Não se pode negar que muitos deles são classe média alta ( e daí pra lá), porém a maioria dos movimentos estudantis sempre se concentrou nessa esfera social.

O histórico movimento de 1968 era formado basicamente por jovens de classe média que revoltados com a ditadura militar viraram as ruas do país de pernas para o ar. Sem querer entrar nos méritos de níveis sociais, quero destacar a mobilização desses estudantes, que desde o final do ano passado estão protagozinando grandes momentos de expressão social.

Essa semana enfrentaram mais uma vez a repressão (em prol da segurança nacional), policiais militares e seguranças da presidência da República não permitiram a manifestação próxima a sede provisória do Governo Federal, no CCBB (Centro Cultural banco do Brasil) e meteram o pau quando os estudantes, imprudentemente, tentaram invadir.

A questão é: policiais, seguranças e soldados do exército, armados com fuzis, estavam prontos para agir até a última consequência em prol da segurança nacional. Gente poderia morrer a troco de uns gritos mais próximos do ouvido do autoescalão governamental. Incrível, mas estamos falando do hoje, do presente, da democracia (sem entrar definições e conceitos mais abrangentes).

Voltando a falar dequem merece, os estudantes, quero ressaltar que a luta dessa vez é contra o descaso do governo, que quer a todo custo diminuir o salário dos professores da UnB em 26%. Esse é o ponto chave, os estudantes perceberam que um corte salarial não afetaria apenas os seus mestres, mas toda qualidade da educação na universidade.

O mais legal é ver movimentos de protesto contra injustiças que os poderosos lançam sobre os mais fracos. Queria eu que os estudantes da Faculdade JK-Anhanguera tivessem esse espirito para confrontar a péssima educação e condições estruturais e de ensino que esta Faculdade (JK-Anahnguera) oferece.

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